EDITORIAL
Construindo
com perseverança
Beber
um vinho francês pode ter vários significados: o prazer da
degustação, a idéia de sofisticação,
o imaginário repleto de romantismo. A grande maioria das pessoas
concorda que os vinhos franceses são os melhores do mundo, que
sua produção a nível de excelência exige cinco
anos de paciência e, que o mundo todo importa vinhos franceses.
Observa-se, também que a produção vinícola
do Sul da França, de clima mediterrâneo, vem sofrendo a concorrência
dos vinhos australianos, sul-africanos e da California.
Porém, não muito longe daqui, no médio São
Francisco, Juazeiro, na Bahia, ou Petrolina, em Pernambuco, as condições
climáticas são bastante parecidas com aquelas. Com a irrigação
apropriada e os meios tecnológicos adequados, têm-se as condições
ideais de controle para a produção de vinhos tão
competitivos quanto os franceses. Isto é, perto de nós,
do nosso lado, em nosso própio país.
Às vezes, buscamos num lugar distante aquilo que está ao
nosso alcance, bem à nossa frente. Para quê irmos tão
longe se o sucesso está tão perto? Nós, os cooperados,
com a nossa união, força, integridade e , é claro,
grande capacidade, temos como obter a "fórmula do sucesso".
A expressão está entre aspas porque, a bem da verdade, não
acredito que exista uma fórmula para o sucesso. Não existe
uma receita a ser seguida e que no final o resultado seja positivo. Mas,
felizmente, existem alguns caminhos que podem ser trabalhados e que podem
vir a traduzir bons frutos, dignos da vontade, do conhecimento e perseverança,
da lealdade aos próprios credos, da criatividade, do senso crítico
e do espírito de equipe e ajuda mútua inerente aos profissionais
de sucesso.
A diferença entre profissionais comuns e aqueles que realmente
fazem a diferença é a capacidade de ver o que a maioria
não exerga, é sua capacidade de autoconstruir-se e não
simplismente reclamar e esperar que outros lhe ajudem. Assim, constroem
seu caminho passo-a-passo, contornando as dificuldades, mudando sua forma
de agir e pensar, mas sem nunca perder de vista seus objetivos, seus sonhos
e sua capacidade de lutar pelo que quer e acredita.
Trazendo para a cooperativa, a realidade da produção de
bons vinhos, citada acima, se repete. Torna-se importante, agora, potencializarmos
nossa atuação. Para isso, retornamos com nossa equipe de
vendas em regiões distintas da Grande BH, e, ao mesmo tempo, firmamos
acordo com uma empresa onde sua equipe de vendas será usada para
divulgar nossos produtos. Além disso, estamos com representantes
comericais em seis pontos estratégicos espalhados por Minas Gerais,
cada um com um raio de ação de aproximadamente 200 Km, abrangendo,
assim, uma grande fatia do estado. E, em algumas das grandes capitais
do Brasil também contamos com representantes.
Tudo isso sem esquecer o mercado externo ao qual estamos atentos. Por
exemplo, estamos trabalhando junto ao Ministério da Agricultura
de um grande mercado asiático, para aprovação de
mais dois produtos que logo estarão sendo exportados.
Mudando de assunto, queremos lembrar aos cooperados que necessitam de
recursos para financiarem algum bem, que renovamos contrato com o Banco
do Brasil, onde os mesmos poderão utilizar recursos subsidiados
- COOPERFAT - para adquirir máquinas, veículos ou qualquer
equipamento necessário à sua atividade.
Esse convênio está aprovado e à disposição
dos cooperados, porém, verificam-se certas dificuldades na operacionalização
desses financiamentos. Ora, por parte das próprias agências
do Banco, ora, pelos bens que não se encaixam no finaciamento,
ou outros motivos. Tentando eliminar essas dificuldades, procederemos
a uma pesquisa, onde cada cooperado indicará o bem que precisa
financiar, o valor aproximado e outros dados mais relevantes. A análise
desses dados irá permitir tomarmos uma decisão e, junto
com o Banco, iniciarmos estudos que possibilitem o financiamento de uma
forma mais uniformizada e rápida.
Por fim, transcrevo abaixo uma pequena mensagem que recebi um dia desses,
via e-mail, e quero compartilhá-la com vocês.
Coisas
que roubam nossa energia
Conta a lenda que um homem caminhava pela estrada levando
uma pedra na mão e um tijolo na outra. Nas costas, carregava um
saco de terra. No caminho, encontrou uma pessoa que lhe perguntou:
- Você parece tão cansado! Por que está carregando
essa pedra pesada na mão?
- Estranho - respondeu o viajante - mas eu nem tinha reparado que estava
carregando!
Então jogou fora a pedra e se sentiu melhor. Em seguida, passou
outra pessoa e lhe perguntou:
- Diga-me, viajante, porque está carregando esse saco de areia
nas costas?
- Nossa! Eu nem tinha percebido que estava carregando este peso...
Um por um, os passantes foram avisando o homem sobre suas cargas desnecessárias,
e ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre, leve,
caminhou com muito mais facilidade.
Qual era na verdade o problema dele? A pedra e o saco de areia? Não,
seu problema estava na falta de consciência da existência
deles. Uma vez que viu que eram cargas desnecessárias, livrou-se
de tudo depressa e já não se sentiu mais tão cansado.
Esse é o problema de muitas pessoas que carregam cargas sem perceber.
Não é de se estranhar que estejam tão cansadas! E
o que são algumas dessas cargas que pesam a mente de um homem e
que lhe roubam a energia? São coisas como cultivar pensamentos
negativos, culpar e acusar outras pessoas ou acreditar que não
existe saída. Todo mundo tem um tipo de carga especial que lhe
rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a nos livrar dela, mais
cedo nos sentiremos melhor e mais leves caminharemos. Lembre-se que jesus
levou nossas cargas e, é Nele que vamos encontrar o alívio.
Um ótimo Natal para todos!
Paulo Raimundo Rettore
Presidente
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